Acompanhado
de seu filho Luis do Monte ao violão mais uma guitarra
e a viola que usou em seu recente trabalho Viola Nordestina,
Heraldo do Monte encantou o público do Sesc Consolação.
Abrindo a
noite com uma composição de Luiz Gonzaga,
o guitarrista empunhou sua viola e fez uma alusão
às origens do instrumento, a Portugal e à
saudade, tocando Qui nem Jiló em forma de fado.
Improvisou
magistralmente sobre o tema Passos de Gigante de Joazinho
Coutinho, piada que ele costuma fazer com o difícil
tema Giant Step, de John Coltrane, quando acusado de tocar
exclusivamente música brasileira.
Apresentou
também composições suas mais antigas
como Moreneide gravada no disco de Hermeto (Hermeto e
Grupo) de 1982, cujas gravações renderam
causos contados por Heraldo no show. Entre o intervalo
de Doçura (outra composição sua)
e Homenagem a Velha Guarda de Sivuca, ou Lamento Sertanejo
de Gil e Dominguinhos, Heraldo divertiu a platéia
com histórias engraçadas que presenciou
em seu convívio com o homenageado, seu compadre
Hermeto Pascoal.
Nenê
ou Realcino Lima Filho, como é anunciado no lendário
e recentemente relançado "Hermeto Pascoal
em Montreux" é outro parceiro de longa data
do Bruxo. Dono de uma técnica poderosa, por vezes
a bateria de Nenê produz frases dignas de um saxofone
ou uma guitarra ora marca rítmos tão diversos
quanto as mais de cinquenta levadas catalogadas em seu
livro, "Ritmos Brasileiros".
Nenê
também prestou sua homenagem a Hermeto, com quem
começou a tocar aos dezenove anos, quando integrou
por um curto período o Quarteto Novo. No Sesc Consolação,
acompanhado por piano e contrabaixo acústico, apresentou
composições suas e também temas do
homenageado
