O cenário
não poderia ser mais perfeito: um jardim suspenso sobre
as centenárias paredes do Forte de São Diogo, com a visão
panorâmica da Baía de Todos os Santos. Sete e meia da
tarde, o sol se deita por trás da Ilha de Itaparica, quando
os primeiros acordes são ouvidos. Começa a XI edição do
Festival de Música Instrumental da Bahia, que voltou para
ficar.
Na terra
que todos supõem ser a do axé e do pagode, somos positivamente
surpreendidos pela qualidade da música alternativa – realizada
às vezes pelas mesmas pessoas que compõem o universo comercial
dos ritmos carnavalescos da Bahia. Da mais pura música
de raiz ao fusion mais radical, muita música de
qualidade representou o estado nas sete noites do Festival,
que trouxe ainda nomes mais conhecidos dos amantes da
música instrumental, como Ricardo Silveira, Carlos Malta
e Yamandu.
Na última
noite, foram homenageados os maestros Fred Dantas e Sérgio
Souto, que ao longo de anos vêm dando importantes colaborações
à música e à educação musical na Bahia. Para encerrar
o festival, um convidado de renome - o maestro pernambucano
Duda do Recife - regeu a big band Fina Flor, que
reúne os melhores instrumentistas do meio musical baiano,
numa mescla de frevo e swing, maracatu e foxtrot, baião
e bossa nova, xote e erudito.
(Texto e
fotos: AC Gattaz, correspondente ejazz em Salvador)
Entrevista:
Fernando Marinho e Zeca Freitas
Flashes
do Festival
Yamandu
em Imagens