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Ben Webster (1909-1973) > sax tenor
Ben
Webster é considerado um dos três grandes saxofonistas
do swing (os outros sendo Lester Young
e Coleman Hawkins). Nascido em
Kansas City, começou tocando violino, depois piano, e acabou
adotando o saxofone por volta de 1930 por sugestão de Budd
Johnson. Fez sua estréia discográfica acompanhando
a cantora Blanche Calloway. Nos anos 30 tocou em diversas orquestras,
incluindo as de Bennie Moten, Andy Kirk, Fletcher Henderson, Benny
Carter, Willie Bryant, Cab Calloway.
Em
1940, entrou em caráter permanente para a orquestra de
Duke Ellington, na qual já
havia feito participações ocasionais em 1935 e 1936.
Foi o primeiro grande solista de sax tenor de Ellington, e participou
de gravações famosas, como Cottontail
e All too soon. Embora tenha permanecido na orquestra
apenas por três anos, tornou-se muito popular e passou a
ser um paradigma para a maioria dos jovens saxofonistas, que procuravam
imitá-lo.
Depois
de deixar a orquestra de Ellington, tocou com grupos pequenos,
tanto na função de líder como acompanhando
músicos como Stuff Smith, Red Allen, Raymond Scott, John
Kirby e Sidney Catlett. Voltou a se juntar a Ellington por um
breve período, em 1948-1949, e fez parte do projeto Jazz
At The Philarmonic em diversas temporadas ao longo da década
de 50. Gravou com Art Tatum em 1956. Fez diversas turnês
à Europa, e acabou se estabelecendo na Dinamarca em 1964.
Ali, desfrutando de grande popularidade, tocou e gravou à
vontade, seja com músicos locais, seja com músicos
americanos.
As
principais características que chamam a atenção
no som de Webster ao sax tenor são o seu vibrato e a grande
quantidade de ar na emissão sonora, especialmente
nos finais das notas. Mas isso não desgrada seus fãs,
que apreciam tanto a agressividade exibida nos blues rápidos
quanto o romantismo demonstrado nas baladas. Essas duas faces
de sua música correspondiam, segundo os que lhe eram próximos,
aos dois pólos que coexistiam em sua personalidade, ora
cordial, ora irascível. As baladas lentas, executadas de
forma lânguida e expressiva, foram o gênero que Ben
passou a privilegiar com o passar dos anos, e pelo qual ficaria
famoso.
(V.A. Bezerra, 2001)

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