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Billy Strayhorn (1915-1967) > piano, arranjador
Pianista,
compositor e arranjador, Strayhorn foi o maior parceiro musical
de Duke Ellington. Conheceram-se
em 1939, quando a banda de Duke estava de passagem por Pittsburgh.
Strayhorn tinha então 23 anos e impressionou tanto o maestro
que este pediu que fosse vê-lo em Nova Yorque. Duke deu
as instruções de como chegar à sua casa no
Harlem. Billy Strayhorn deveria tomar o trem A (A train).
Baseado nas instruções, Strayhorn compôs o
tema que dois anos mais tarde seria um hit da banda de Duke Ellington,
a swingada e contagiante Take the A Train, indiscutivelmente
um clássico do jazz.
Até
o final de sua vida Strayhorn seria colaborador de Ellington,
muitas vezes tocando piano enquanto este regia a orquestra. Em
quase trinta anos juntos, Strayhorn nunca teve um contrato com
Ellington e muitas vezes não recebia royalties por
composições suas. No entanto, Ellington mantinha
seu alto padrão de vida.
Composições de Strayhorn que tornaram-se standards
do jazz, como Chelsea Bridge e Lotus Blossom, ainda
são erroneamente creditadas ao bandleader. Hoje em dia
é difícil determinar que elementos da colaboração
Ellington-Strayhorn eram devidas a quem. Estudos recentes sugerem
que Strayhorn pode ter dado ao som ellingtoniano uma contribuição
ainda maior do que se costuma admitir. Embora pouco conhecido
pelo grande público, Strayhorn era muito respeitado no
meio musical. Frank Sinatra tentou, sem sucesso, contratá-lo
como arranjador de sua orquestra. Miles
Davis e Gil Evans apontaram as inovações orquestrais
de Strayhorn como a maior influência em seu clássico
Birth of the Cool.
Strayhorn
era o oposto de Ellington: homossexual e tímido, enquanto
Ellington era mulherengo e expansivo. Por ser negro e homossexual
assumido, em uma sociedade fortemente preconceituosa, Strayhorn
não conseguiria tornar-se uma figura pública, passando
sua vida à sombra de Duke Ellington. Morreu aos 51 anos,
de câncer no esôfago, causado em grande parte pelo
cigarro e pela bebida.
Fernando Jardim

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