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Count Basie (1904-1984) > piano, bandleader
Count
Basie é sinônimo de big band, assim como Duke Ellington.
Começou com pianista em um cinema, tocou com os Blue Devils
do contrabaixista Walter Page e depois com a orquestra de Bennie
Moten. A carreira de bandleader começou em 1935, quando
recrutou alguns músicos da extinta orquestra de Moten.
Basie foi para Nova York com sua recém-organizada orquestra
em 1936. O sucesso veio logo. Basie conseguiu esculpir um conjunto
que, além de se tornar um dos mais célebres dos
anos 30 e 40, estabeleceu um paradigma de excelência comparável
apenas ao estabelecido por Ellington.
A
primeira fase da orquestra, que vai de 1936 até 1940, se
caracteriza por arranjos simples mas eficazes. A segunda fase,
de 1940 até 1950, se caracteriza por arranjos mais elaborados,
com maior riqueza harmônica. Devido a dificuldades econômicas,
a orquestra de Basie teve que ser desativada no período
1950-1951, reduzindo-se a um octeto. Curiosamente, foi precisamente
durante essa interrupção que ocorreu a transição
da fase clássica para a fase dita moderna
de Basie. Reativada, a orquestra ingressou em sua terceira fase,
fazendo grande sucesso em turnês nos anos 50. Atravessou
impávida os anos 60 e 70, apesar de já representar,
em certo sentido, uma música de outra época. Apesar
dos problemas de saúde de Basie nos anos 80, a orquestra
era sempre recebida calorosamente e se manteve em atividade mesmo
após a morte do líder, preservando aquilo que é
uma verdadeira instituição do jazz.
A
característica mais marcante da orquestra de Basie, destacada
por inúmeros críticos, é o fato de se tratar
de uma verdadeira máquina de swing. Não é
à toa que a seção rítmica, com Basie
ao piano, ganhou a alcunha reverente de All-American Rythm Section.
O estilo pianístico de Basie se caracteriza pelo minimalismoe
pelo despojamento (traços que já foram destacados
por diversos críticos). Basie também sempre se cercou
de solistas excepcionais, demasiado numerosos para serem mencionados
aqui. A competência desses solistas é atestada pelo
fato de que muitos deles, após deixar a orquestra de Basie,
formaram suas próprias orquestras. Cabe destacar, porém,
um solista de Basie que exerceu grande influência sobre
os rumos do jazz: o saxtenorista Lester
Young.
(V.A. Bezerra, 2001)

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