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Dee Dee Bridgewater (n.1950) > voz
Denise
Garrett nasceu em Memphis, Tennessee, cresceu no sul dos EUA (Texas)
e teve uma infância muito musical. Desde muito pequena ouvia
e acompanhava, cantando com a mãe, discos de divas do jazz
como Ella Fitzgerald e Billie Holliday. Em sua casa sempre havia
músicos amigos de seu pai, o trompetista e professor de
música Mathew Garrett; nas férias escolares seu
pai participava da orquestra da cantora Dinah Washington, o que
só fez crescer o interesse da menina pela música
e pelo canto.
Começou
sua carreira profissional aos 16 anos, cantando em um trio de
rock e rythm and blues, e aos 18 entra para a Universidade de
Illinois, onde o diretor da Jazz Band da universidade impressiona-se
com a garota e a convida para uma turnê com a Jazz Band,
e fazem uma temporada de shows na então Uniao Soviética.
Em
1970 casa-se com o pianista Cecil Bridgewater que, pouco tempo
após o casamento, é contratado por Horace
Silver, o que leva o casal a se mudar para Nova Iorque. No
ano seguinte entra para a orquestra de Thad Jones-Mel Lewis, onde
permanece por quatro anos. Nessa mesma epoca é solicitada
por gigantes do jazz como Dizzy Gillespie,
Dexter Gordon, Pharoah Sanders, Sonny Rollins e Max Roach, entre outros. Em 1974 participa de seu primeiro musical,
The Wiz, que lhe daria um prêmio Tony, cantando
e atuando em Nova Iorque (na Broadway), Tóquio, Londres,
Paris e Los Angeles. Gravou neste mesmo ano seu primeiro disco
pela gravadora Atlantic, intitulado simplesmente Dee Dee Bridgewater.
Quatro
anos mais tarde, grava o disco Just Family, produzido por
Stanley Clarke, ao lado de Chick Corea
e George Duke (piano), Ray Gomez (guitarra), Eddie Gomez e Alphonso
Johnson (baixo acústico e elétrico) e Airto Moreira
na percussão.
Em
1984 participa de outro musical, Sophisticated Lady, que
viaja para Paris atraindo a atenção do público
francês para Dee Dee, que decide instalar-se na cidade onde
vive até hoje. Três anos depois é indicada
ao Grammy por seu album Live in Paris, e a faixa de seu
disco Victims of Love que conta com a participaçao
de Ray Charles atingiu as primeiras posições nas
paradas de sucesso. Sucesso reforçado em seu álbum
seguinte, gravado ao vivo em Montreux.
Seus
três álbuns seguintes sedimentariam definitivamente
seu sucesso. Seu disco de 1993 Keeping Traditions (mantendo
as tradições) é, como diz o título,
constituído basicamente de temas tradicionais do jazz,
embora abordados com muita modernidade e imaginação.
Dois anos mais tarde realiza seu sonho de gravar um disco cantando
somente composiçõoes de Horace
Silver, que compôs as letras exclusivamente para a cantora.
Consegue com este disco sua segunda indicação ao
Grammy.
E
finalmente grava um tributo à primeira dama do jazz Ella
Fitzgerald. O disco contém doze canções
de épocas e formações diferentes. Acompanhada
por orquestra, como no começo da carreira de Ella ao lado
de Chick Webb, Duke Ellington e Basie;
ou apenas pela guitarra de Kenny Burrell, como fazia Ella nos
anos 70, ao lado de Joe Pass. A última faixa, composta
por Burrell, dá nome ao disco, intitulado Dear Ella.
Com sua inteligência habitual, Dee Dee conseguiu escapar
dos perigos da imitação, fazendo uma releitura das
músicas cantadas por Ella, ao mesmo tempo que deixa transparecer
a influência da diva sobre seu trabalho.
Dee
Dee Bridgewater mantém-se atualmente muito ativa, tendo
já se apresentado no Brasil.
Fernando Jardim

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