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Gary Burton (n.1943) > vibrafone
Gary
Burton aprendeu piano antes de passar para o vibrafone. Em 1960
fez sua estréia discográfica tocando com o guitarrista
country Hank Garland, depois passou dois anos no Berklee College
of Music. Em 1963 tocou com o quinteto do pianista George Shearing.
Entre 1964 e 1966 tocou com Stan Getz.
Em 1967, junto com o guitarrista e violonista Larry Coryell, formou
um dos primeiros grupos de fusion.
Depois tocou e gravou com Carla Bley,
Paul Bley, Chick Corea, Mick Goodrick,
Steve Swallow, Roy Haynes, Pat Metheny,
John Scofield, Ralph Towner, Eberhard Weber, Stéphane Grappelli,
Keith Jarrett, Michael
Brecker, Peter Erskine e outros. Os duos com Corea, em particular,
tornaram-se clássicos. A partir de 1971, Burton passou
a lecionar na Berklee. Nos anos 80, Burton teve entre seus parceiros
musicais Swallow, o pianista Makoto Ozone, o trompetista Tiger
Okoshi e o saxtenorista Tommy Smith.
A
partir de 1985 teve início a parceria de Burton com o gênio
do moderno tango instrumental, Astor Piazzolla. Também
é interessante notar a recorrente disposição
de Burton em tocar junto com guitarristas e pianistas, combinação
instrumental à primeira vista não muito contrastante,
uma vez que tanto a guitarra como o piano partilham com o vibrafone
a característica de serem instrumentos polifônicos
e de som não-sustentado. Em 1992, Burton gravou o disco
Six Pack, com a participação dos guitarristas
B. B. King, John Scofield, Jim Hall, Kurt Rosenwinkel, Kevin Eubanks
e Ralph Towner. Em 1998 gravou Like Minds, com um conjunto
all-star formado por Chick Corea,
Pat Metheny, Dave
Holland e Roy Haynes. Em 2000 gravou um tributo a Piazzolla,
intitulado Libertango, e em 2001 lançou For Hamp,
Red, Bags, and Cal, um tributo aos vibrafonistas Lionel Hampton,
Red Norvo, Milt Jackson e Cal Tjader.
Burton
é um indiscutível virtuose do vibrafone, um digno
sucessor moderno dos grandes mestres como Hampton e Jackson,
mas com um estilo totalmente pessoal. Assim como acontece com
Jean-Luc Ponty no violino, Burton
monopoliza praticamente sozinho a cena de seu instrumento no jazz
contemporâneo. Sua notável técnica de tocar
usando quatro baquetas lhe permite construir texturas de grande
sofisticação. É um músico pesquisador,
um educador e um encorajador de novos talentos.
(V.A. Bezerra, 2001)

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