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George Benson (n.1943) > guitarra
Nasceu
em Pittsburgh, em 1943, e aos oito anos já tocava em night
clubs. Gravou para a RCA em 1954, e aos 17 anos formou uma banda
de rock, tocando uma guitarra construída pelo seu padrasto.
Tocou com grupos locais de R&B, como os Altairs e os Four
Counts. Tendo escutado Charlie Christian, Wes
Montgomery e Charlie Parker,
sentiu-se atraído pelo jazz, e em 1962 já estava
tocando jazz funky com a banda de Brother Jack McDuff.
Aos
vinte anos mudou-se para Nova Iorque, e em 1965 formou seu próprio
quarteto. Gravou para a Columbia em 1966 (inclusive aparecendo
no disco Miles in the Sky de Miles
Davis), e assinou com a Verve em 1967. Depois da morte de
Wes Montgomery, em 1968, o produtor
Creed Taylor levou Benson para a A&M e em 1971 para a CTI.
Nesse período, Benson gravou discos que firmaram sua reputação
como sucessor de Wes. Porém foi o contrato assinado com
a Warner em 1976 que o catapultou para o estrelato em grande escala.
Nos anos 70 e 80, à medida que Benson se afastava cada
vez mais do jazz e se associava ao pop e ao R&B (inclusive
cantando bastante, em detrimento da guitarra), seu nome subia
sem cessar nas paradas. O sucesso comercial cresceu ainda mais
com as trilhas de filmes, as parcerias com artistas de sucesso
e os prêmios Grammy. Nos anos 90, Benson empreendeu um bem-vindo
retorno à música mais instrumental e mais jazzística.
Benson
é em mais de um sentido um continuador de Wes
Montgomery: na técnica soberba, que lhe permite tocar
as passagens mais difíceis com nonchalance, como
se fossem a coisa mais fácil do mundo; na versatilidade,
movendo-se tranqüilamente entre diferentes gêneros
e estilos; na permeabilidade a influências extra-jazzísticas,
como o soul e o pop; no gosto duvidoso na escolha do repertório.
E também - é justo notar - na desconcertante freqüência
com que, em meio a uma obra de valor musical irregular, lapida
frases do melhor swing e do mais profundo valor expressivo. Também
é digno de nota o fato de que Benson é igualmente
competente como solista e como acompanhante, sempre imprimindo
à música em que participa um swing irresistível.
(V.A. Bezerra, 2001)

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