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Gil Evans (1912-1988)
> piano, arranjador, bandleader

Ian Ernest Gilmore Green é, sem dúvida, um dos maiores arranjadores de todos os tempos. Canadense de Toronto, cresceu na Califórnia, onde dirigiu seu primeiro conjunto entre 1933 e 1938. No início e no final dos anos 40 trabalhou como arranjador para a orquestra de Claude Tornhill. Nessa função pôde experimentar novas texturas e novas combinações timbrísticas, utilizando instrumentos típicos da orquestra clássica, como a trompa e a tuba. Sintonizado com as tendências mais avançadas da época, começou a incorporar elementos do bebop, e preparou arranjos para a primeira (e tremendamente influente) obra-prima de Miles Davis, Birth of the Cool.

No final dos anos 50, Evans trabalharia novamente com Miles, criando os antológicos discos Miles Ahead, Sketches of Spain e Porgy and Bess. A parceria Davis-Evans é uma das mais extraordinárias da história do jazz, comparável a Ella Fitzgerald-Louis Armstrong, Billie Holiday-Lester Young ou Paul Desmond-Dave Brubeck. Em suas composições e arranjos, Evans se revela um verdadeiro pintor do som, criando um universo sonoro que não conhece monotonia nem mesmice.
Confira: www.miles-davis.com/GilEvans/

No caso de Porgy and Bess, por exemplo, ele consegue recriar magistralmente a ópera de Gershwin, que no original já era uma obra-prima. Em Sketches of Spain, reinterpreta uma obra relativamente popularesca e sentimental como o “Concierto de Aranjuez”, de Joaquin Rodrigo, transformando-a em um painel sonoro sólido, elegante e sutil. Miles se mostrou o intérprete ideal para dar voz ao pensamento musical de Gil.

Apesar da soberba qualidade de sua música, Evans não obtivera maior sucesso comercial durante os anos 50 e 60. Trabalhava como arranjador para outros artistas, e os conjuntos que dirigia não eram permanentes. Em 1970, ele voltou a ter nas mãos uma orquestra permanente e apta a dar expressão a suas criações. Mostrando mais uma vez estar sintonizado com o seu tempo, passou a incorporar sons eletrônicos, e não ficou alheio a alguns elementos da fusion e do pop. Chegou mesmo a recriar diversos temas de Jimi Hendrix. Porém todas as influências que trazia para sua música se achavam (felizmente) subordinadas a um pensamento musical poderoso e coerente. Pela orquestra de Evans passaram instrumentistas de alto nível, como George Adams, Lew Soloff, Steve Lacy, Elvin Jones, Ron Carter e David Sanborn, entre outros. Com o passar dos anos, Evans foi dando aos músicos de sua orquestra um grau maior de liberdade.

O reconhecimento finalmente começou a vir, graças ao fato de que a música de Gil Evans conseguia ser ao mesmo tempo sofisticada, acessível, contagiante, sugestiva e inovadora, sem deixar de ser também profundamente embasada na tradição jazzística. Gil manteve um ritmo de trabalho bastante intenso até o fim da vida, tanto na composição como nas turnês e gravações.


(V.A. Bezerra, 2001)



 

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