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Herbie Hancock (n.1940) > piano, teclados
Herbert Jeffrey Hancock,
juntamente com Chick Corea e Keith Jarrett, forma o triunvirato dos pianistas mais influentes
da era pós-Bill Evans. Começou
a estudar piano ao sete anos de idade, e aos onze já dava
concertos como solista diante de uma orquestra sinfônica.
Foi tocar com Donald Byrd em 1961, assinou com a Blue Note e lançou
seu álbum solo de estréia em 1962. Em 1963 foi convidado
por Miles Davis para fazer parte
do famoso quinteto do qual participaram também Ron
Carter, Tony Williams e Wayne Shorter. Herbie influenciou e foi influenciado por Miles.
Ficaria com ele até 1968.
Durante esse período,
Hancock continuou desenvolvendo sua carreira solo, compondo temas
que fariam sucesso e criando a trilha do filme Blow Up,
de Michelangelo Antonioni. Também foi migrando cada vez
mais para o piano elétrico e os teclados eletrônicos.
(Diz-se que a especial propensão de Hancock para usar a
eletrônica na música se deve ao fato de ter estudado
engenharia e gostar de engenhocas e botões.) Após
sair do grupo de Miles, Herbie mergulhou, no início dos
anos 70, mais do que nunca na fusion,
no funk e na eletrônica. Discos como Head Hunters,
de 1973, foram sucessos estrondosos. No entanto, Herbie nunca
chegou a abandonar inteiramente o jazz acústico. Prova
disso é o grupo V.S.O.P., que no Festival de Newport
de 1976 reuniu os integrantes do quinteto de Miles, com Freddie
Hubbard ocupando o posto de trompetista. (Essa formação
continuou se reunindo esporadicamente até a morte de Williams,
em 1997.) Em 1978 Hancock fez duos com Chick
Corea que resultaram no celebrado disco Corea Hancock.
Em 1995, faria duos com a pianista brasileira Eliane
Elias.
Duarnte os anos 80
e 90 o versátil Hancock continuou atirando em várias
direções. Continuou alternando a fusion
de influência funk com o jazz acústico moderno, fez
trilhas para filmes (como Round Midnight, de Bertrand Tavernier),
aproximou-se do pop, do R&B e da música africana, emplacou
vídeos na MTV. Mesmo em contextos tão diversos,
Herbie sente-se em casa, e continua criando sua música
multifacetada com competência.
(V.A. Bezerra, 2001)

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