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Joe Lovano (n.1952) > sax tenor, sax alto
Merecedor
de vários prêmios da revista Down Beat, Lovano
foi eleito, pelos leitores da revista, músico de jazz do
ano, melhor álbum por Rush Hour e melhor sax tenor
em 1995, e é considerado um dos maiores nomes do jazz da
atualidade.
Seu
pai, Tony Big T Lovano, tambem saxofonista, ensinou
o filho desde pequeno, sendo também seu incentivador, levando-o
para ver os músicos que se apresentavam em sua cidade natal
(Cleveland, Ohio), tais como Sonny Stitt, Dizzy
Gillespie e James Moody, freqüentando, ainda criança,
a cena jazzística local. Na adolescência, maravilha-se
com os experimentos de Ornette Coleman
e John Coltrane, e outros músicos
do free jazz, e decide ir para
a conceituada Berklee School of Music, em Boston, onde conhece
futuros colaboradores e amigos, como os guitarristas Bill Frisell
e John Scofield.
Seu
primeiro trabalho profissional ao sair de Berklee foi ao lado
do organista Lonnie Smith, que o levou à Nova Iorque para
sua estréia em estúdio. Após as gravações,
segue em turnê de três anos com a banda de Woody
Herman (1976-79), que culminou na apresentação
em comemoração aos quarenta anos da orquestra, no
Carnegie Hall, contando com a presença de Zoot Sims, Stan
Getz e Flip Phillips, entre outros. Ao deixar o Herman
Herd (rebanho), fixa-se em Nova Iorque, participando de
jam sessions ou apresentando-se como freelancer,
e logo passou a integrar a orquestra de Mel Lewis, que se apresentava
às segundas-feiras no Village Vanguard. Dessa união,
que durou de 1980 a 1992, resultaram seis discos.
Lovano
gravou também com outros grandes nomes do jazz, como Elvin
Jones, Carla Bley, Lee Konitz e Charlie
Haden, recebendo maior atenção durante os três
anos em que excursionou e gravou ao lado de John Scofield. Nos
últimos anos tem experimentado com grandes e pequenas formações,
sendo aclamado e premiado em ambas as modalidades.
Fernado Jardim

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