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John McLaughlin (n.1942) > guitarra
O
guitarrista britânico John McLaughlin, originário
de Yorkshire, já era um músico com excelente preparo
no blues, no rock, no jazz e no rythm & blues em 1969, quando
iniciou-se uma fase meteórica em sua carreira. Naquele
ano foi recrutado pelo baterista Tony Williams para o grupo Lifetime
e por Miles Davis para o grupo que
gravaria os clássicos álbuns In a Silent Way
e Bitches Brew. McLaughlin emergiu desses experimentos
como guitarrista número um do jazz-rock,
considerado por muitos como um digno sucessor de Jimi Hendrix.
Em
1971 John formou a Mahavishnu
Orchestra, juntamente com Jerry Goodman (violino), Jan
Hammer (teclados), Billy Cobham
(bateria) e Rick Laird (contrabaixo). O
grupo duraria até 1975, já então com outra
formação. Nesse ano, McLaughlin formou com músicos
de origem indiana o Shakti, um grupo acústico que
contrastava com os megawatts antes despendidos pela Mahavishnu.
Alguns anos mais tarde, John formaria um novo grupo elétrico,
a One Truth Band, com David Sanborn (sax), Stu Goldberg
(teclados), L. Shankar (violino), Fernando Saunders (contrabaixo),
Tony Smith (bateria) e Alyrio Lima (percussão). Em 1980,
com Friday Night in San Francisco, disco que se tornaria
cult entre os violonistas e os apreciadores do flamenco, iniciou
uma colaboração intermitente com os violonistas
Al Di Meola e Paco de Lucia, que originaria outros discos em 1982
e 1996. Em 1986 reativou a marca Mahavishnu com um
grupo que teve curta existência. Nos anos 90, mais jazzístico,
formou o grupo de denominou Free Spirits.
McLaughlin
é um virtuose indiscutível do violão e da
guitarra. Além disso, é um grande músico
(uma coisa nem sempre implica a outra), no sentido de que tem
uma inesgotável vontade de criar novas estruturas e explorar
novas sonoridades. Apesar de alguns exageros fusion, de um certa
overdose de misticismo oriental e de algumas tentativas equivocadas
de reviver fases anteriores de sua própria carreira, John
é um músico de grande integridade artística.
Seus acertos e erros são sempre derivados de suas próprias
convicções.
(V.A. Bezerra, 2001)

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