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John Patitucci (n.1959) > contrabaixo
Um
dos contrabaixistas mais admirados da nova geração,
Patitucci descobriu o jazz por acaso, quando seu avô trouxe
para casa uma caixa de discos de jazz que ninguém queria
- incluindo discos de Thad Jones, Art
Blakey, Wes Montgomery and Ray Charles. Tocou rock e pop na adolescência, e quando a família se mudou para a
Califórnia em 1972, começou a estudar o baixo acústico.
Seu professor Chris Poehler o apresentou à tradição
do contrabaixo jazzístico. Patitucci estudou a obra de
mestres como Ron Carter, Dave Holland,
Charlie Haden, Eddie Gomez, Marcus
Miller, Stanley Clarke e Jaco Pastorius.
Tocou com o pianista Gap Mangione (irmão do pianista e
trompetista Chuck Mangione) e com o vibrafonista Victor Feldman.
Estudou por algum tempo na California State University e em 1982
já estava tocando com gente como Tom Scott, Robben Ford,
Stan Getz, David Sanborn, Dave Grusin,
Larry Carlton, Ernie Watts, Wayne Shorter
e Freddie Hubbard.
Em
1985 Patitucci deu um salto de visibilidade ao entrar para os
grupos de Chick Corea, a Elektric
Band e a Akoustic Band. (O encontro com Corea aconteceu
quando John estava tocando junto com Feldman em uma festa na casa
de Corea.) Com ambos os grupos Patitucci gravou vários
discos e realizou inúmeras turnês. A música
elaborada, ritmicamente poderosa e tecnicamente difícil
de Corea lhe proporcionou o campo de provas ideal para seus vôos
instrumentais.
Em
1987 Patitucci fez sua estréia como líder no selo
GRP, onde gravaria nos anos seguintes, e também na Stretch,
a subsidiária da GRP dirigida por Chick Corea. Em 1994
voltou a residir em Nova Iorque com sua segunda esposa. Mesmo
após deixar a Elektric Band, continuou trabalhando esporadicamente
com Corea. No final dos anos 90, fez turnês européias
com um trio formado pelo pianista Danilo Perez e pelo baterista
Roy Haynes.
Patitucci
é um virtuose indiscutível de seu instrumento, tanto
na versão acústica como na versão elétrica
de seis cordas. São notáveis a sua velocidade, a
nitidez de seu fraseado e a agilidade de sua mão esquerda,
descrevendo com aparente facilidade saltos e figuras complexas
no plano melódico e rítmico. Alguns críticos
o censuram por (supostas) ocasionais exibições um
tanto gratuitas de virtuosismo, mas, caso isso seja verdade, é
plenamente compensado pelo material musicalmente denso e de bom
gosto que Patitucci gravou.
(V.A. Bezerra, 2001)

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