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Laurindo Almeida (1917-1995)
> violão

Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto é um dos violonistas brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, e também um dos mais influentes. Sua carreira começou em 1936 tocando a bordo de um navio de cruzeiro. No final dos anos 30 foi trabalhar na Rádio Mayrink Veiga, no Rio, tendo inclusive formado um duo com o lendário Garoto. Em 1947 fez parte da orquestra que acompanhava Carmen Miranda, e depois entrou para a orquestra de Stan Kenton. A partir de 1950 estabeleceu-se em Los Angeles (onde residiria por toda a vida) e passou ser um requisitado músico de estúdio. A sua obra gravada é volumosa, estendendo-se de 1950 até 1991. Laurindo compôs trilhas sonoras para inúmeros filmes e recebeu 5 prêmios Grammy por seus discos.

Laurindo contribuiu talvez como nenhum outro artista para a difusão sistemática da bossa nova nos EUA. Comenta-se mesmo que suas gravações de meados dos anos 50 com o saxofonista Bud Shank antecipam em vários anos, do ponto de vista musical, o aparecimento da bossa nova nos duos de Stan Getz com Charlie Byrd, João Gilberto e o próprio Laurindo, em 1962 e 1963 (duos que os norte-americanos pensam ser o marco inicial da bossa nova), e até mesmo o nascimento “oficial” do estilo, pelas mãos e voz de João em 1958.

Em 1964, gravou um disco com o Modern Jazz Quartet, com o qual também faria turnês. Nos anos 70, formou o L.A.4 com Bud Shank ao sax, Ray Brown ao contrabaixo e, sucedendo-se na bateria, Chuck Flores, Shelly Manne e Jeff Hamilton. O grupo, que tocava uma mistura de west coast jazz com baladas e música brasileira, teve considerável sucesso.

Dentro de sua vasta discografia, Laurindo gravou de tudo um pouco: bossa nova, jazz, canções tradicionais, composições próprias, composições clássicas para violão de Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Agustin Barrios, Manuel Ponce e Joaquin Rodrigo, e também transcrições de Chopin, Ravel, Debussy e Tchaikovsky. Cabe destacar ainda que, como todo violonista que se preza, ele tinha uma devoção especial por Johann Sebastian Bach, cujas composições nunca deixaram de aparecer em seus discos - freqüentemente sob uma roupagem de bossa nova.

Laurindo pertence a uma geração pioneira do violão, sendo vinte e poucos anos mais novo que o patriarca do instrumento, Andrés Segovia, e apenas sete anos mais novo que Django Reinhardt. Se por um lado o padrão técnico de suas execuções pode ter sido superado pelos jovens virtuoses de hoje em dia - e, assim como acontece com Segovia, é preciso descontar a qualidade das gravações mais antigas, justamente aquelas da sua juventude - por outro lado é preciso dar o devido valor à versatilidade, ao swing, à sinceridade e seriedade com que sempre praticou sua arte.

Apesar de sua longa vida dedicada à música, Laurindo Almeida sempre foi muito mais conhecido no exterior do que no Brasil. Não seria nada mau que essa situação começasse a mudar, de preferência com o relançamento de seus muitos discos. A memória do violão brasileiro certamente agradeceria.


(V.A. Bezerra, 2001)



 

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