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Michael Brecker (n.1949) > sax tenor
Nascido
em 1949 em Filadélfia, começou no final dos anos
60 tocando em bandas de rock, soul, R&B e fusion.
Nos anos 70 tocou com Horace Silver
e Billy Cobham, e juntamente com
seu irmão, o trompetista Randy Brecker, liderou o grupo
de fusion The Brecker Brothers. No início dos anos
80 tocou com o grupo de fusion Steps (depois Steps Ahead),
e também gravou com Pat Metheny,
Chick Corea e Herbie Hancock. O disco
com Pat Metheny, 80/81, foi, segundo o próprio Brecker,
muito marcante para a sua própria evolução
musical.
Porém
a parte principal de seu trabalho até então era
como músico de estúdio e como sideman de luxo para
astros da música pop, incluindo Yoko Ono, James Taylor,
Eric Clapton e Paul Simon. Ao todo apareceu em cerca de 500 gravações.
Sua carreira solo começou tardiamente, quando tinha 38
anos, o que explica sua discografia relativamente pequena como
líder. Nos anos 90 tocou com McCoy Tyner e com uma nova
formação dos Brecker Brothers. Recebeu prêmios
Grammy e foi para a gravadora Verve em 1999.
Michael
Brecker é o saxofonista mais imitado dos anos 80 e 90,
um ponto de referência na cena do sax tenor, tanto quanto
Wayne Shorter. Seu som foi, mais
de uma vez, descrito como um Coltrane sem a tempestuosa
busca interior ou como uma versão sem arestas
do Coltrane da primeira fase. O fato de Brecker ter tocado
música pop fica de alguma forma visível em sua maneira
de tocar. Embora possua um som possante e um fraseado vigoroso,
talvez não mergulhe tão fundo ou com tanta sutileza
na harmonia, como faziam outros mestres do passado.

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