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Oscar Pettiford (1922-1960) > contrabaixo
Assim
como Charles Mingus, Pettiford
tinha sangue negro e índio. Nasceu na reserva indígena
de Okmulgee, Oklahoma, em 1922. Sua mãe era professora
de piano e incentivou todos os filhos a tocar; seu pai também
era músico e liderava a banda familiar. Aos dez anos Oscar
começou a cantar à frente da banda e aos quatorze
passou para a cozinha tocando contrabaixo. Depois
de algum tempo sem emprego em Minneapolis, onde fora tentar a
sorte como músico, decide abandonar o contrabaixo a fim
de arrumar um emprego sério, mas é demovido
da idéia pelo amigo e incentivador Milt Hinton e consegue,
pouco tempo mais tarde, um emprego tocando ao lado do saxofonista
Charlie Barnett.
Passado
esse período preparatório em Minneapolis, parte
para Nova Iorque, onde rapidamente estabelece um nome na efervescente
Rua 52 (52nd Street) e toca com diversas feras como Charlie
Parker, Dizzy Gillespie,
Thelonious Monk, Roy Eldridge,
Erroll Garner, Coleman Hawkins
e Max Roach. Em 1945 passa a integrar
a orquestra de Duke Ellington,
permanecendo por cerca de três anos, ao mesmo tempo em que
toca em outra big band de sucesso, a de Woody
Herman. Compra um violoncelo que, volta e meia, tocava na
banda de Herman. No entanto seu gênio difícil freqüentemente
leva a discussões e ao abandono das bandas.
Viaja
para a Europa em 1958, para uma série de apresentações
com a Jazz Band do Carnegie Hall, e decide ficar pela Europa.
Estabelece-se em Copenhagen, onde morre dois anos mais tarde.
Oscar
extraía de seu instrumento um excelente timbre, que dava
origem a lindas melodias compostas de notas extremamente claras
e limpas. Um dos mais influentes contrabaixistas do jazz, foi
por sua vez influenciado por Jimmy Blanton e Milt Hinton.
Fernando Jardim

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