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Artistas relacionados:

Egberto Gismonti
Naná Vasconcelos
Pat Metheny

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Naná Vasconcelos ( n.1944)
> percussão

Nascido em Recife, Naná Vasconcelos começou tocando bongô e maracas no conjunto de seu pai, um violonista. Nos anos 60 atuou como baterista, tendo tocado com Milton Nascimento, então em início de carreira. Gradualmente Naná foi passando para a percussão e os experimentos free no início dos anos 70, principalmente depois de se encontrar com Gato Barbieri e Don Cherry. Ao mesmo tempo, mergulhou no universo rítmico afro-brasileiro.

Algumas das melhores parcerias de Naná foram feitas com o brilhante Egberto Gismonti. Em 1976 Naná gravou, em duo com Egberto, o memorável disco Dança das Cabeças. Dificilmente se podia imaginar, até o aparecimento desse cultuado trabalho, como pode soar poderoso um simples duo de violão e percussão (no qual os instrumentistas também cantam).

Entre o fim dos anos 70 e o início dos anos 80, Naná integrou, junto com o trompetista Don Cherry e o sitarista Colin Walcott, o grupo CoDoNa, cujos discos foram lançados pelo selo ECM. (O nome é formado pelas sílabas iniciais dos nomes dos seus integrantes.) O grupo foi um dos expoentes daquilo que se poderia chamar (à falta de um termo melhor) “world jazz”. O grupo se desfez com a morte de Walcott em 1984 num acidente automobilístico. Entre 1980 e 1983 participou ainda do grupo do guitarrista Pat Metheny.

Naná Vasconcelos já se apresentou como solista à frente de orquestras sinfônicas e conjuntos de câmara, implementando na prática a sua crença de que é possível uma convivência frutífera entre o jazz, a música erudita e os elementos afro-brasileiros. Ele é também um dos idealizadores do PercPan, um festival internacional de música para percussão em todas as suas formas. O festival tem se repetido regularmente, com sucesso cada vez maior.

A abordagem musical de Naná Vasconcelos é diferente da de alguns outros percussionistas, graças à sua densidade. Muito mais do que meramente “temperar” uma performance com elementos “étnicos” - para usar um termo impreciso, porém muito em voga hoje, principalmente no hemisfério norte - Naná é capaz de sustentar longas performances solo sem perder o foco, e também é capaz de se colocar em pé de igualdade dentro de um conjunto, como um improvisador de peso.

É difícil descrever em poucas palavras a profundidade e a intensidade que Naná Vasconcelos é capaz de trazer a qualquer execução musical. Basta que ele entre em cena com seus vocalises inconfundíveis, seu berimbau, sua tabla, seus chocalhos, para que a música ganhe uma inegável magia. Em cena, Naná faz todo seu corpo funcionar, da cabeça aos pés, como um emissário do mundo dos sons, por assim dizer. Resgatando sonoridades, ritmos e melodias ancestrais, ele traz para o palco (ou para o disco) uma dimensão cósmica, atemporal, e que no entanto representa, ao mesmo tempo, um mergulho naquilo que é mais próprio do ser humano. A música de Naná Vasconcelos exemplifica, à sua maneira, aquilo que a música idealmente deve ser, e que apenas alguns grandes artistas lograram conseguir, isto é, uma música que de alguma forma é capaz de transcender a música.


(V.A. Bezerra, 2001)



 

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