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Site Dave Gould´s Guitar Pages
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Wes Montgomery (1925-1968) > guitarra
Até
os anos 40 a guitarra (ou, anteriormente, o banjo)
desempenhava uma função meramente
rítmica dentro das formações
jazzísticas. Isso seria mudado pelo guitarrista
Charlie Christian: com ele, a guitarra passa a
construir linhas melódicas, e sofisticam-se
os solos. O próximo grande guitarrista
de jazz seria Wes Montgomery.
Nascido
em 1925 em Indiana, filho do meio de três
irmãos, todos músicos, mudou-se
ainda criança para Ohio. Autodidata, Wes
comecou a tocar tardiamente, aos 19 anos, por
influência de Charlie Christian, de quem
ouvia os discos e memorizava os solos. Seis meses
mais tarde, já tocava profissionalmente.
Levou algum tempo para que Wes entrasse para a
cena jazzística, até que no final
dos anos 40 excursiona com a banda de Lionel Hampton
por dois anos, voltando depois a Indianápolis.
Passa ali a maior parte dos anos 50, fazendo bicos
durante o dia e tocando à noite em casas
noturnas.
Forma
com seus irmãos, Monk (William) Montgomery
no baixo e Buddy (Charles) Montgomery na bateria
o conjunto chamado Mastersounds, que inevitavelmente
viria a ser conhecido como os Montgomery Brothers.
Gravam alguns álbuns em Chicago e San Francisco,
onde por vezes tocam com o sexteto de John
Coltrane, e também no festival de Montrey.
Tocou
com diversas formações, trios, quartetos
e orquestras. Quando sua gravadora, a Riverside,
vai à falência, assina com o produtor
da Verve Records, Creed Taylor, que vislumbra
uma trajetória mais ampla para sua carreira,
enveredando por caminhos que ultrapassavam as
fronteiras do jazz. A gravação do
clássico do R&B, Goin Out of
My Head lhe valeu um Grammy que definitivamente
o lançou a um maior público. Isso
também lhe possibilitou sustentar seus
sete filhos, até sua morte prematura e
inesperada aos 43 anos, de ataque cardíaco.
Wes
Montgomery desenvolveu um estilo único
de dedilhado com o polegar, bem como um modo de
tocar em oitavas, que se tornariam suas marcas
registadas. Sua extrema liberdade e fluidez no
instrumento chamaram, desde o início, a
atenção de músicos como Cannonball
Adderley, e em 1960 lhe valeriam o prêmio
New Star da revista Down Beat.
Na opinião de alguns puristas do jazz,
Wes não gravou jazz depois de 1965; outros
sustentam que em suas apresentações
sempre se manteve fiel ao jazz, improvisando de
maneira deslumbrante linhas de extrema complexidade.
Um de seus declarados seguidores é George
Benson.
Fernando Jardim

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