Lena Muggiati
Confira:

Instrumentos
Trompete

Estilos
Hard Bop

Artistas relacionados:

Art Blakey
Herbie Hancock
Ron Carter
Tony Williams

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Wynton Marsalis (n.1961)
> trompete

Indubitavelmente um dos mais ativos músicos de jazz da atualidade, Marsalis pode também ser considerado responsável pelo retorno do jazz ao seu lugar de merecimento. Segundo dos seis filhos de Dolores e Ellis Marsalis, Wynton começou a estudar trompete aos 12 anos em sua cidade natal, Nova Orleans. Na adolescência Wynton tocava em bandas de rua, na orquestra da escola, bandas de rock, funk e onde mais tivesse oportunidade. Quando se graduou no colégio já tinha uma boa bagagem musical e seguiu para Nova Iorque estudar na famosa Juilliard School.

Ainda em seu primeiro ano em Nova Iorque, participa de uma audição com o baterista Art Blakey, que estava então à procura de novos talentos para integrar seu tradicional celeiro de estrelas, os Jazz Messengers. O som limpo, com personalidade, e cheio de novas idéias de Wynton impressiona o baterista, amigo de longa data de seu pai Ellis Marsalis. (Ellis é um pianista e professor em Nova Orleans, muito bem-quisto e respeitado no meio musical, embora pouco conhecido do grande público, uma vez que dedica-se a ensinar mais do que a se apresentar. Uma prova disso é o fato de ter formado em sua casa quatro músicos: Wynton no trompete, Branford no sax, Delfeayo no trombone e Jason na bateria.)

Na mesma época em que entra para os Jazz Messengers, Wynton assina contrato com a gravadora Columbia e excursiona ao lado de Herbie Hancock pelos EUA, Europa e Japão. Ao voltar, grava com o conjunto do pianista e começa a trabalhar em seu primeiro álbum, intitulado simplesmente Wynton Marsalis. O álbum traz Wynton no trompete, acompanhado por seu irmão Branford no sax tenor, Herbie Hancock ao piano, Ron Carter no contrabaixo e Tony Williams na bateria. O disco é totalmente acústico como não se via desde os anos 60, e é um absoluto sucesso. Vende mais de cem mil cópias, o que leva as gravadoras a procurar novos talentos e impulsiona o ressurgimento do jazz, que havia sido praticamente banido pelo rock, funk e fusion na década de 70.

Em 1982, aos vinte anos, Wynton já excursiona com seu próprio quinteto por todos os EUA, tocando em clubes de jazz, festivais e concertos em homenagem a grandes nomes do jazz, como aquele ocorrido em Nova Iorque no mesmo ano, em tributo a Thelonious Monk. Parte para a Europa e Japão, e no mesmo ano volta para Londres para gravar seu primeiro álbum tocando peças clássicas de Haydn, Hummel e Leopold Mozart. Nessa época conheceu o trompetista clássico Maurice André, que não poupou elogios ao jovem músico.

Os anos que se seguiram foram de atividade igualmente intensa, correndo o mundo e apresentando-se em formações jazzísticas e clássicas. Aos vinte e quatro anos torna-se o primeiro músico instrumental a receber dois Grammys simultaneamente - um na categoria jazz e outra na categoria de música clássica, amealhando nos dois casos o prêmio de melhor solista. Recebeu inúmeros outros prêmios e honrarias ao redor do mundo. É um dos fundadores e diretor artístico do Jazz at Lincoln Center, com cuja banda excursiona pelo mundo. Em 1997 Wynton tornou-se o primeiro músico de jazz a receber um prêmio Pulitzer por sua composição Blood on the Fields, inspirada na vida dos escravos norte-americanos. Foi também eleito membro honorário da conservadora England´s Royal Academy of Music.


Fernando Jardim



 

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