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Third Stream

A Third Stream ("terceira corrente") procura realizar uma fusão entre o jazz e a música erudita ocidental. O nome, utilizado pela primeira vez pelo compositor Gunther Schuller em 1957, em uma conferência na Brandeis University, sugere a idéia de canalizar duas das correntes preexistentes - a música clássica e o jazz - em uma “terceira” corrente, que reuniria características de ambas. Um exame das composições existentes de Third Stream indica que a tentativa de fusão geralmente se dá sob uma das seguintes formas:

(1) Obras em forma de concerto grosso barroco, isto é, alternando a orquestra clássica, que toca partes compostas, com o grupo de jazz, que executa partes improvisadas. Nesse caso temos mais uma justaposição do que propriamente uma aglutinação de linguagens.

(2) Peças em que músicos de jazz são acompanhados por conjuntos de cordas, que executam um acompanhamento geralmente bastante convencional. Charlie Parker gravou nesse formato, bem como inúmeras cantoras e cantores de jazz. Também neste caso temos uma superposição de linguagens, porém sem verdadeira integração. (Os críticos geralmente consideram que a adição de cordas tem um efeito letal sobre as características verdadeiramente jazzísticas da música, tornando-a adocicada e comercial.)

(3) Peças escritas para conjuntos clássicos, mas que tomam emprestados elementos característicos do jazz, como o swing, ocasionalmente comportando partes improvisadas. Nesta categoria se incluem, por exemplo, as composições orquestrais de George Gershwin como Rhapsody in Blue, Um Americano em Paris e Porgy and Bess, bem como as peças de câmara do compositor Claude Bolling.

(4) Peças compostas para grupos de jazz que se apropriam de técnicas de composição como o contraponto, formas estruturadas (como, por exemplo, a suíte barroca e a sonata), mudanças de compasso e politonalidade. Este seria o caso do quarteto de Dave Brubeck, de algumas composições de Duke Ellington e Charles Mingus e, acima de tudo, do célebre Modern Jazz Quartet liderado por John Lewis.

(5) Peças em que as duas linguagens - clássica e jazzística - se acham integradas de modo orgânico, tanto ao nível da técnica composicional, como na instrumentação e na técnica instrumental. Os elementos jazzísticos e clássicos se acham em equilíbrio. As composições e os arranjos de Gil Evans e George Russell são representativos desta tendência.

O crescimento da Third Stream nos anos 50 fez alguns críticos predizerem que o futuro do jazz estaria nessa fusão com a música clássica. Porém o surgimento de dois novos e vigorosos estilos de jazz contribuiu para frear essa expansão. Primeiro, veio o free jazz dos anos 60, mais espontâneo e comunicativo do que a geralmente austera Third Stream, e que agradou a um público maior (ainda que não em grande escala). Em seguida, veio a fusion dos anos 70, indiscutivelmente dotada de potencial comercial muito maior. Não obstante, continuou a haver experimentos válidos em Third Stream nas últimas décadas, produzindo resultados interessantes a uma taxa reduzida porém constante. Por isso, essa vertente não pode ser considerada esgotada.

(V.A. Bezerra, 2001)

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