Free Jazz
Com o free, o jazz incorporou conquistas estéticas
da arte de vanguarda dos anos 60, como a música atonal
e aleatória e o happening. O free jazz nasceu "oficialmente"
com o famoso disco de 1960 (intitulado precisamente Free Jazz),
onde se ouve o quarteto duplo liderado por Ornette
Coleman (sax alto) e Eric Dolphy (clarinete-baixo), no qual
participaram músicos importantes: Charlie
Haden e Scott LaFaro aos contrabaixos, Don Cherry e Freddie
Hubbard aos trompetes, Ed Blackwell e Billy Higgins nas baterias.
Não obstante, podemos identificar precursores do gênero
free, como Charles Mingus,
com seu conjunto nos anos 50 e 60,
John Coltrane nos anos 60 e principalmente Cecil
Taylor, já em meados dos anos 50. (Na verdade, alguém
poderia sustentar que Taylor é o verdadeiro "inventor"
do free jazz.) No free jazz, a ênfase está na improvisação
coletiva. Os músicos não estão presos a temas,
nem a padrões de fraseado convencionais, nem à harmonia
tonal; em vez disso, eles se valem de acordes e pequenas células
combinadas de antemão para se coordenar entre si e se orientar
dentro da textura sonora. Por ter uma estrutura extremanente livre
e atonal, o free jazz é uma música que nem sempre
se deixa escutar facilmente.
(V.A. Bezerra, 2001)
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