Swing
O swing ficou indelevelmente associado às
grandes orquestras, e o período que vai aproximadamente
de 1938 a 1943 ficou conhecido como era do swing. De fato,
as mais célebres formações orquestrais do
jazz atuaram na era do swing: Glenn Miller, Benny Goodman, Artie
Shaw, Count Basie, Duke
Ellington (embora a orquestra do Duke estivesse destinada
a grandes vôos também em outros estilos). O swing
conta com uma audiência vasta e fiel ainda hoje. Extrema
qualidade técnica, perfeito acabamento formal, arranjos
elegantes e caráter dançante eram as marcas do estilo,
que nem por isso carecia de vigor, como provam as performances
da possante máquina instrumental dirigida por Basie.
De qualquer modo, é fato que o swing não
se notabilizou pelo experimentalismo ou pela ousadia. Existiam
na época certas fórmulas muito bem testadas que,
com maior ou menor flexibilidade, eram amplamente adotadas pelos
músicos, arranjadores e bandleaders. Não por acaso,
a frenética revolução do bebop
viria como uma resposta ao swing.
Uma avaliação do swing, para ser
justa, precisa considerar o seu mérito musical e também
seu espírito conformista; mas também se deve atentar
para dois aspectos. Primeiro, o fato de que o próprio nome
do estilo seja também o nome de uma qualidade muito valorizada
no jazz - independentemente do gênero - indica que existe
ali algo de profundamente válido em termos jazzísticos.
Em segundo lugar, o swing foi um celeiro de talentos. Muitos músicos
que depois desenvolveriam estilos próprios e viriam mesmo
a inaugurar novas correntes no jazz são oriundos das orquestras
da era do swing.
(V.A. Bezerra, 2001)
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